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Acre

BR-364: da estrada que isolava o Acre a uma nova fase de obras

A BR-364 vive uma nova etapa. Máquinas já trabalham em diferentes pontos da rodovia e o governo federal prepara mais de R$ 714 milhões para reconstruir 104 quilômetros entre Sena Madureira e Manoel Urbano, um dos trechos mais críticos da estrada.

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BR-364: da estrada que isolava o Acre a uma nova fase de obras

Em Rio Branco, o DNIT recupera 9,5 quilômetros da Estrada do Aeroporto, com investimento de cerca de R$ 50 milhões. Em Sena Madureira, são aproximadamente R$ 10 milhões para reforçar a ponte sobre o Rio Caeté. E, em Tarauacá, a ponte sobre o rio foi ampliada em 70 metros, com R$ 12 milhões do Novo PAC.

A nova fase é acompanhada pelo ex-governador e ex-senador Jorge Viana, que voltou a percorrer a BR-364 e vem defendendo a recuperação da rodovia como prioridade para o Acre.

Mas a relação de Jorge Viana com a estrada começou há mais de duas décadas.

UMA ESTRADA QUE MUDOU O ACRE

Construída a partir dos anos 1960 para ligar Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco, a BR-364 durante décadas foi sinônimo de isolamento.

No inverno amazônico, atoleiros, pontes precárias, erosões e a falta de drenagem podiam interromper completamente a ligação com o interior. Viagens que deveriam durar horas podiam levar dias.

Em 1999, ao assumir o governo do Acre, Jorge Viana colocou a BR-364 entre as prioridades de sua gestão.

O desafio era enorme. Além do solo instável, materiais como a brita precisavam ser transportados por milhares de quilômetros. Pontes, galerias e sistemas de drenagem precisavam ser construídos para enfrentar as condições da Amazônia.

Durante os governos de Jorge Viana, Binho Marques e Tião Viana, a pavimentação avançou pelo estado.

No final do governo Jorge Viana, o trecho entre Cruzeiro do Sul e Tarauacá já havia recebido pavimentação. A obra continuou nos governos seguintes até chegar a um marco histórico.

Em 2011, Rio Branco e Cruzeiro do Sul passaram a ter ligação rodoviária permanente também durante o período de chuvas.

O Acre deixava para trás a estrada que fechava no inverno.

DE GOVERNADOR A SENADOR: A LUTA CONTINUOU

Jorge Viana já estava no Senado quando a ligação permanente foi consolidada, mas continuou acompanhando e defendendo a rodovia.

Em 2015, como senador, cobrou no Senado a recuperação da BR-364 depois dos problemas provocados pelas enchentes do Rio Madeira.

Ao longo dos anos, novas operações de manutenção foram realizadas. Mas a realidade mostrou que, para uma estrada submetida a chuvas intensas, solo instável e tráfego pesado, não basta apenas tapar buracos.

É preciso reconstruir.

AGORA, A APOSTA É FAZER A ESTRADA DURAR

É essa a lógica dos novos investimentos.

Os R$ 714 milhões previstos para os 104 quilômetros entre Sena Madureira e Manoel Urbano representam a principal aposta de reconstrução estrutural da rodovia.

O projeto prevê o uso de macadame hidráulico, buscando aumentar a resistência e a durabilidade do pavimento.

Enquanto essa grande obra avança na contratação, outras intervenções já estão acontecendo.

E Jorge Viana acompanha esse processo de perto. Em junho, participou de uma agenda do Ministério dos Transportes no Acre, com vistoria em obras da BR-364. Depois, voltou a percorrer a estrada para verificar as condições dos trechos e acompanhar os investimentos.

É uma trajetória que acompanha a própria história da rodovia: como governador, Jorge Viana participou da luta para tirar o Acre do isolamento; como senador, continuou cobrando recursos e recuperação; e agora atua na articulação para uma nova fase de investimentos.

UMA ESTRADA QUE É MAIS DO QUE ASFALTO

A BR-364 conecta Rio Branco a cidades como Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. Por ela circulam pessoas, alimentos, medicamentos, combustíveis e mercadorias.

Quando a estrada piora, aumentam os custos e os preços. Quando melhora, o benefício chega a toda a população.

A BR-364 já mudou a história do Acre quando deixou de ser uma estrada que fechava no inverno. Agora, o desafio é fazer com que ela seja uma rodovia mais resistente, segura e capaz de durar.

E, mais uma vez, Jorge Viana está presente nessa história.