Entre abril e junho, o Produto Interno Bruto brasileiro avançou 0,5%, na comparação com os três meses anteriores, já descontados os efeitos sazonais. O resultado colocou o país à frente de grandes economias, como Estados Unidos e China, que registraram crescimento de 0,4% e 0,2%, respectivamente, no mesmo período. O ranking foi liderado por Irlanda, com alta de 1%, seguida por Indonésia, Angola e Malásia.
Apesar da posição de destaque, o desempenho mostra uma desaceleração da economia brasileira. No primeiro trimestre, o PIB havia crescido 1,1%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, entretanto, a economia avançou 2%. Em quatro trimestres encerrados em junho, a alta acumulada foi de 1,9%. O setor que mais contribuiu para o resultado foi a agropecuária, com crescimento de 2,8%. A indústria avançou apenas 0,1%, enquanto os serviços tiveram alta de 0,2%. O consumo das famílias recuou 0,4%, em um cenário de juros ainda elevados.
Brasil pode subir no ranking das maiores economias
Além do desempenho trimestral, o Brasil também ganhou posições no ranking das maiores economias do mundo. Projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que o país deve terminar 2026 como a 10ª maior economia mundial, com um PIB estimado em cerca de US$ 2,64 trilhões.
A diferença para a Rússia, que aparece atualmente à frente do Brasil, é pequena. Pelas projeções, o Brasil poderá ultrapassar a economia russa em 2027 e alcançar a nona posição entre as maiores economias do planeta.
A evolução, porém, não significa necessariamente aumento proporcional da riqueza da população. O ranking considera o tamanho total do PIB, enquanto indicadores como PIB per capita são mais adequados para medir a renda média e o padrão de vida.
Para os próximos anos, o cenário ainda é de crescimento moderado. O mercado financeiro projeta expansão de cerca de 1,5% para o PIB brasileiro em 2027, enquanto a estimativa do governo, apresentada no projeto de Orçamento, é mais otimista, de 2,46%.
