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Economia

Brasil fica em 5º entre economias que mais cresceram no 2º trimestre e pode superar Rússia em 2027

O Brasil ficou em quinto lugar entre as economias que mais cresceram no segundo trimestre de 2026, segundo levantamento da Austin Rating com 50 países que já divulgaram os resultados do período.

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Brasil fica em 5º entre economias que mais cresceram no 2º trimestre e pode superar Rússia em 2027

Entre abril e junho, o Produto Interno Bruto brasileiro avançou 0,5%, na comparação com os três meses anteriores, já descontados os efeitos sazonais. O resultado colocou o país à frente de grandes economias, como Estados Unidos e China, que registraram crescimento de 0,4% e 0,2%, respectivamente, no mesmo período. O ranking foi liderado por Irlanda, com alta de 1%, seguida por Indonésia, Angola e Malásia.

Apesar da posição de destaque, o desempenho mostra uma desaceleração da economia brasileira. No primeiro trimestre, o PIB havia crescido 1,1%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, entretanto, a economia avançou 2%. Em quatro trimestres encerrados em junho, a alta acumulada foi de 1,9%. O setor que mais contribuiu para o resultado foi a agropecuária, com crescimento de 2,8%. A indústria avançou apenas 0,1%, enquanto os serviços tiveram alta de 0,2%. O consumo das famílias recuou 0,4%, em um cenário de juros ainda elevados.
Brasil pode subir no ranking das maiores economias

Além do desempenho trimestral, o Brasil também ganhou posições no ranking das maiores economias do mundo. Projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que o país deve terminar 2026 como a 10ª maior economia mundial, com um PIB estimado em cerca de US$ 2,64 trilhões.

A diferença para a Rússia, que aparece atualmente à frente do Brasil, é pequena. Pelas projeções, o Brasil poderá ultrapassar a economia russa em 2027 e alcançar a nona posição entre as maiores economias do planeta.

A evolução, porém, não significa necessariamente aumento proporcional da riqueza da população. O ranking considera o tamanho total do PIB, enquanto indicadores como PIB per capita são mais adequados para medir a renda média e o padrão de vida.

Para os próximos anos, o cenário ainda é de crescimento moderado. O mercado financeiro projeta expansão de cerca de 1,5% para o PIB brasileiro em 2027, enquanto a estimativa do governo, apresentada no projeto de Orçamento, é mais otimista, de 2,46%.